As vezes a gente chora. De dor, de tristeza, de alegria, de ódio. As vezes é quando assiste um filme triste, ouve uma história emocionante ou, sei lá, tem gente que chora por amor.
As vezes a gente simplesmente chora. No fim daquele dia que nada aconteceu, nada de bom nem nada de ruim, mas que você chegou em casa com um aperto no peito. Assistiu aquela série que você sempre assiste (e sempre chora) e, no fim, antes de dormir, sentiu que a única coisa que você precisava era sentar e chorar. É ruim quando você não tem um motivo, significa que você tem muitos, que chegou um limite. Pior ainda é pensar “limite de que?”.
Ás vezes a gente precisa desse momento, dessa explosão, pra parar tudo e pensar. Pensar que a pessoa que a gente gostaria pode não estar do nosso lado, mesmo achando que está. Pensar que as críticas são boas, mas nossa, as vezes a gente precisa de orgulho, elogio e reconhecimento. Uma ajuda é sempre bem vinda, mas ajuda demais é sinal de incapacidade. Nada é pior que se sentir pequena.
Mas depois do choro, do desabafo, você descobre que ninguém é responsável pela grandeza, a não ser você. São nos momentos de sofrimento que você se fortalece e você vê que dessa vez, você precisa de um desconto, chega.
Todo mundo erra, tem defeitos e precisa melhorar. Mas qualquer um deveria se dar ao direito de, ao chegar ao limite, reconhecer que o resto do mundo precisa parar. Todos sempre tem milhares de opiniões sobre a sua vida, milhares de sugestões e de “vai ser melhor pra você” ou “só to tentando ajudar”. Beleza. Você também tem as suas opiniões e suas sugestões sobre o que vai ser melhor pra você e por enquanto, é só isso que importa.